Monday, January 22, 2007

Balance

E é tão fácil dissolver-me nos teus braços, de forma perfeitamente geométrica. Vejo num segundo que passa, um segundo que passa. As arestas da tua vida não são mais do que as arestas da tua vida. As coisas não são mais do que as coisas que são, e nunca poderão ser mais do que aquilo que não podem ser. E portanto digo-te, de forma intimamente impessoal, que as coisas jamais poderão ser coisas que não podem ser,e que este abraço que te dou não é mais do que este abraço que te dou e não poderá nunca, jamais, ser mais do que este abraço que te dou, de forma íntima, impessoal, pura e suja.

4 Comments:

Blogger passenger said...

Não chamaria suja. A sinceridade é de admirar.


Temos pena.

:)*

9:06 PM  
Blogger delusions said...

Eu gostei. E a dicotomia vive nas coisas até nos abraços...

Bjs*

7:26 PM  
Blogger delusions said...

Só para dizer que sim o poema é meu. Olha escrevi-o ontem por acaso. Quando os poemas não são meus o autor é nomeado depois do texto. Ainda bem que gostaste, obrigada pelo comentário.

bjs*

7:59 PM  
Blogger david santos said...

Olá!
Bom trabalho. Obrigado.
Bom fim-de-semana

6:51 PM  

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