Frente e Verso
Desfiar sensações nos dias em que amar a vida não chega para seguir em frente. Porque a vida pesa nas alturas em que estamos sós.
E os cadáveres que se movem pelas noites, vestidos de roupas caras e perfumes gastos não me enchem de todo de esperança no futuro.
O grito da liberdade é abafado por um ruído ensurdecedor de vozes que vêm do topo deste túnel que se estreita mais um pouco cada vez que ouso respirar ar novo.
E de momento não quero saber das criancinhas que morrem à fome em África, das guerras religiosas no médio oriente, das crises de petróleo e da Sida, da heroína, dos mendigos. Sou mimado, egocêntrico e fora de contexto. Sempre. Morram todos.
E os cadáveres que se movem pelas noites, vestidos de roupas caras e perfumes gastos não me enchem de todo de esperança no futuro.
O grito da liberdade é abafado por um ruído ensurdecedor de vozes que vêm do topo deste túnel que se estreita mais um pouco cada vez que ouso respirar ar novo.
E de momento não quero saber das criancinhas que morrem à fome em África, das guerras religiosas no médio oriente, das crises de petróleo e da Sida, da heroína, dos mendigos. Sou mimado, egocêntrico e fora de contexto. Sempre. Morram todos.


1 Comments:
O pior é que nem sempre morrem todos. Então, lá se terá de matar mais um par ou mais deles...
Temos (mesmo muito pouca) pena.
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